ecooka

21/12/2005

Quem Somos?

Quem Somos

  

Com o intuito de resgatar a cultura local, especificamente do mateiro, o  abrigo Ecooka  estimula a formação de um grupo interessado em buscar novas fontes de renda na região. Os integrantes do grupo estão dispostos em participar deste processo, que se inicia de forma experimental, promovendo visitas guiadas ao Parque Estadual do Desengano/RJ, através dos princípios comunitários do Ecoturismo. Conheça os envolvidos:

 

 

A família de agricultores, Marinelson, Aldi  e filhos, residem no Quimbembe. Gente simples que muito bem sabe receber os visitantes em sua casa de pau-a-pique. Sua esposa e filhos ajudam na renda através da fabricação de balaios e peneiras confeccionados em fibra vegetal. Pretende se transferir para a casa nova bem ao lado e deixar a antiga para receber os mochileiros. Oferece alimentação aos visitantes, basta entrar em contato com antecedência.

 

 

 

 Gilson é agricultor e morador no sitio Recreio. A sua propriedade localizada acima da cachoeira Recreio esta incluída no roteiro, onde há uma das ultimas casas de farinha da região, além de grande produção de banana, café, mel e mandioca, transportado em sua toyota para a cidade. É vizinho dos ilustres Tude Navega, Cecílio e Dona Ricardina, moradores antigos que conheceram muito bem o auge e a decadência produtiva da região.

 

Com a sua “Toyota” transporta os alunos que moram mais distante para a escola na localidade do Itacolomy. Faz todo dia pela manha o trajeto Toca fria – Itacolomy com a carroceria cheia de crianças. Além da prática em conduzir passageirosJORDAN cria gado, produz café e gosta de fazer negócios. Apesar do distanciamento com a floresta, podemos o considerar um grande conhecedor da região.



Escrito por Alê às 15h52
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O Desengano

 

“Não, do parque, a respeito do Parque do Desengano eu não tem conhecimento de nada. Vejo falar, várias pessoas, que tratam da serra, outras parque do Desengano. Ninguém explicou pra mim o que se trata essa palavra”.

 

Morador Local

 

         

 

Você já ouviu falar no Desengano? O termo desengano soa de forma estranha, às vezes pejorativa, lembrando um fato pessimista, algo desenganado, entregue ao acaso. O nome ao mesmo tempo traz repulsa, mas também convida, instiga a imaginação quando associado a um lugar.

 

Lá pelas bordas da serra do Mar, entre a baixada campista e o Vale do Paraíba do sul, nos Municípios de Santa Maria Madalena, São Fidélis e Campos dos Goytacazes, restou uma porção de floresta nativa, um exemplar com aproximadamente 22. 400 hectares do que havia em todo o território fluminense. O nome dado pelos técnicos para a Unidade de Conservação em 1970 teve origem em uma fazenda situada aos pés da serra de mesmo nome, nos arredores da Reserva, município de S. M. Madalena. A região do Desengano anteriormente era conhecida como Serra do Rio Preto, em virtude de uma de suas nascentes que deságua na lagoa de Cima, região da baixada campista.

 

     

            

Hoje Parque Estadual, uma Unidade de Conservação Ambiental regida por regras contidas no SNUC – Sistema Nacional de Unidades de Conservação e Administrado pelo Instituto Estadual de Florestas - IEF/RJ. O Parque se enquadra na categoria de unidades de proteção integral, com o objetivo específico de preservar os ecossistemas, possibilitando a realização de pesquisas cientificas, o desenvolvimento de atividades em educação, interpretação ambiental, recreação e turismo ecológico.

 

A área faz parte da Reserva da Biosfera, criada pela Unesco, com o intuito de preservar o conjunto de ecossistemas que compõem o domínio Atlântico. O seu entorno é considerado zona de amortecimento, áreas propicias ao implemento de atividades sustentáveis, incluindo o Ecoturismo. O objetivo desta zona é proporcionar uma redoma de proteção, estimulando o desenvolvimento sustentável na região.


Escrito por Alê às 15h48
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Populações Tradicionais:

 

O Mateiro

 

Fruto da mistura do índio com o branco e o negro, surgiu no interior do país uma figura conhecida como mateiro. Moradores da floresta e trabalhadores rurais com grande conhecimento sobre os recursos e os perigos da natureza, os mateiros são até hoje excelentes guias no mato. Os mateiros são contratados por pesquisadores, caçadores e pescadores vindos das cidades para o interior a procura de conhecimento e aventura. As operadoras de Ecoturismo costumam contratar mateiros para auxiliar no trabalho de condução em áreas naturais.

 

 A região da floresta no Desengano tinha um intenso fluxo de pessoas, era através de suas “picadas” ou trilhas abertas, que os moradores utilizavam como meios de escoamento de produção, acesso aos locais de caça, visitação a parentes e, principalmente, como ligação entre a face continental e atlântica, elo entre a montanha e a baixada.

Grande parte do conhecimento tradicional hoje existente no Desengano se encontram em poder dos mateiros. O processo de criminalizacão instaurado pelo clima de denúncia e perseguição dos órgãos fiscalizadores, inibiram o acesso dos moradores a áreas enflorestadas.


Escrito por Alê às 15h35
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03/12/2005

Contatos

Alessandro Rifan.

Praça Guilherme Tito Azevedo, 141, Centro – São Fidélis/RJ.

CEP: 28 400 000

Tel: (22) 9819 6299 / (22)  2758 1559

Email: ecooka@hotmail.com

Comunidades no Orkut: Ecooka

Fotolog: http://ecooka.vipflog.com.br 


Escrito por Alê às 19h50
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Onde Fica?

Localização

 

O abrigo Ecooka está situado na Estrada São Fidélis – Itacolomy, Km 36, região serrana localizada no 1º distrito do município de São Fidélis, entorno do Parque Estadual do Desengano/RJ.

 

Do abrigo Ecooka ao núcleo central do Parque, leva-se aprox. 1 hora de carro tracionado ou então 3 a 4 horas a pé. Cruzam-se as serras do Itacolomy que levam a região do Poço Parado ou então a Serra Pedra Marial que dá acesso à Morumbeca. Duas principais regiões com raras belezas naturais, situadas em terras altas do Desengano.


Escrito por Alê às 19h47
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Como  chegar II

 

Destas duas cidades (São Fidélis e S.M.Madalena) ao abrigo Ecooka, leva-se aproximadamente 1 hora e meia e sugere-se que o percurso seja feito por meio de carro tracionado, já que as estradas são muito íngremes.

 

 

      

A partir de Santa Maria Madalena segue-se por estrada de terra em direção a localidade de Terras Frias (S.Pedro), seguindo até a Fazenda Dona Anita (Próximo à antiga localidade de Renascença). Neste trecho pode-se observar ao alto a vertente continental da serra do Mar (Foto abaixo).

 

Chegando a fazenda Dona Anita, há uma roda d´água desativada. A partir deste ponto, sobe-se até a Fazenda Recreio, virando a direita e passando pelas localidades de Santo Aleixo, Toca Fria e finalmente Itacolomy, onde fica o ecooka.

 

Por São Fidélis através do bairro da Penha, segue-se por estrada de terra passando por Vargem Grande, subindo a Serra Dona Marta, descendo Volta Grande, passando pela Tapera, Ponte Preta e subindo a Serra do “Cocho”. São Aprox. 36 Km. Finalmente chega-se a localidade do Itacolomy, onde é possível na venda do Didinho (Igreja Batista), saber maiores informações e onde se localiza o  ecooka.


Escrito por Alê às 19h46
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“Tem gente que chega pra ficar, tem gente que vai pra nunca mais, tem gente que vem e quer voltar, tem gente que vai e quer ficar, tem gente que veio só olhar, tem a sorrir e a chorar. A hora do encontro é também despedida”.

Milton

 

Como  chegar I

 

Existem vários caminhos para chegar ao Parque Estadual do Desengano, muito destes com extremo grau de dificuldade, já que o acesso é bem precário. Pela vertente continental (Terras altas), voltada para o vale do Rio Paraíba do Sul, o acesso se faz por caminhos de antigas fazendas situadas próximas a Serra do Itacolomy (São Fidélis) e Serras do Município de S. M. Madalena. Na região da Vertente Atlântica (Terras baixas), através da Baixada Campista, o acesso se faz pela planície costeira junto ao Rio Imbé, conhecido como região do Imbé.

 

Não há portarias, estradas sinalizadas e o percurso se dá por caminhos de terra. Existe uma sede, que fica fora dos limites do Parque, localizado na cidade de Santa Maria Madalena/RJ, onde é possível obter maiores informações sobre a unidade de conservação, que é administrada pelo Instituto Estadual de Florestas- IEF/RJ.

 

Chega-se normalmente ao núcleo central do Parque – a região mais enflorestada e com maiores atrativos naturais, apenas com carros tracionados ou então a pé, por longas distâncias. A sugestão é que à entrada ao Parque seja feita acompanhada por pessoas que conheçam a região e que seja informado ao IEF/RJ, via formulário específico, o seu período de permanência na Unidade de Conservação.

 

Para quem vem do Rio de janeiro, existem duas opções para se chegar ao abrigo Ecooka. Via cidade de São Fidélis, pela BR 101 acessando a RJ 158 na cidade de Campos dos Goytacazes (317 Km), ou então pela RJ 116 via Nova Friburgo (278 Km). O percurso até São Fidélis leva aprox 4 horas de carro. Outro acesso é pela cidade de S.M.Madalena, que também pode ser pela BR 101, passando por Conceição de Macabu via Rodovia RJ 182 (252 Km) ou então por Nova Friburgo pela rodovia RJ 116 (225 Km).  

  


Escrito por Alê às 19h30
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Trilhas no Desengano:

O Circuito “Prosa”

    

É pra quem curte bater papo e tomar um cafezinho junto a um fogão à lenha. O trajeto percorre as casas dos sitiantes, moradores do Itacolomy, Toca Fria, Quimbembe, Santo Aleixo e Recreio. Nesta etapa é possível conhecer a realidade rural desta região, ter uma prosa e se aprofundar nos contos e “causos” que o imaginário popular apresenta. É possível ouvir estórias encantadoras dos seres da floresta. 


Escrito por Alê às 19h27
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Trilhas no Desengano:

A Subida

ao Pico do Desengano

 

   

Pode ser considerada a caminhada mais pesada, pois exige grandes esforços, já que o terreno tem grandes declividades. O percurso começa no altiplano da Morumbeca, percorre a serra dos Marreiros e em seguida a serra do Desengano, ao qual no seu cume se encontra o pico.

 

Ao chegar no topo, pode-se avistar o mar e ao fundo o Rio Paraíba do Sul. O percurso varia de 1200 m de altitude chegando a uma altitude de 1790 metros, lá se tem o privilégio de conhecer os campos de altitude, região a uma cota altimétrica média acima de 1.600 metros.

  

“A brisa marinha carregada de umidade, após subir a encosta da serra, expande-se, perde energia, se resfria causando chuvas freqüentes”.

 

 Neste microclima pode-se observar diversas espécies endêmicas, estas que única e exclusivamente ocorrem na área do Desengano. É necessário ter cuidado, já que são verdadeiros jardins naturais, compostos por fungos, liquens, orquídeas, bromélias, entre outras espécies sensíveis.


Escrito por Alê às 19h26
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Trilhas no Desengano:

A Travessia

Poço Parado - Mocotó

 

Percorre a zona central do PED, levando o visitante da localidade Poço Parado à baixada campista. É considerada longa e por isso pesada, apesar de seu percurso não exigir grandes esforços em subida. Leva aproximadamente 8 horas, sendo ideal fazer o percurso em dois dias. A trilha acompanha todo o curso do rio Mocotó, desde sua nascente, conhecido como córrego da malhada Branca, até a foz junto ao rio Imbé.

 

Neste trajeto é possível observar a diversidade da vegetação e principalmente a variedade dos recursos hídricos, são muitos riachos, córregos e nascentes em que atravessamos no caminho. É possível no trajeto ter uma prosa com o Sr. Odivan e o Sr. Denílson, moradores e conhecedores de antigas historias, como a que cerca a existência de um antigo presídio agrícola na região do Poço Parado.


Escrito por Alê às 19h25
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Trilhas no Desengano:

O  Caminho  da  Cascata

 

 

  

 

Percorre o trecho Morumbeca – Quimbembe, e leva aproximadamente 4 horas de caminhada. O percurso é de descida com poucos pontos de subida, por isso considerado leve. O caminho parte do altiplano Morumbeca, que fica aos pés da serra dos Marreiros, Morumbeca e Desengano, e segue em direção a localidade do Quimbembe, geralmente são usadas mulas para transporte das bagagens.

 

 

 

No caminho percorremos áreas de pastagens, vegetação primária, secundária, além de avistarmos em alguns pontos ao fundo, o vale do Rio Paraíba do Sul. Cruzamos o Ribeirão Macapá, que faz divisa entre os municípios de São Fidélis e S. M. Madalena, por duas vezes. Na primeira cruzamos próximo ao Rancho Muribeca e na segunda junto a Cachoeira “Cascata”, onde podemos ter algumas horas de contemplação e descanso.

 

    


Escrito por Alê às 19h25
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Trilhas no Desengano:

O Percurso

Itacolomy –Morumbeca

 

 

 

Leva aproximadamente 4 horas a pé, ou aproximadamente 1 hora de carro. A partir da localidade de Itacolomy segue em estrada de terra, passando pela Toca fria, Quimbembe. A subida é bem inclinada, onde a estrada acompanha a Serra Pedra Marial. No caminho, pode-se avistar ao fundo o Vale do Paraíba, no seu trecho de baixo curso, entre as cidades de Itaocara e Cambuci/RJ.

Apesar do trecho inicial ser completamente desmatado, ao chegar à Morumbeca você se encanta com a paisagem formada por vegetação intensa, com muitas bromélias, orquídeas e pinheiros do tipo araucária.

 

  

 

Na região da Morumbeca existem aproximadamente nove ranchos. Foram construídas por antigos moradores com a utilização de técnica construtiva tradicional, conhecida popularmente como pau-a-pique. Lembram cabanas rústicas e algumas são cobertas por telhas de madeira, chamadas de “taubinhas”. É possível voltar ao passado e perceber como era o modo de vida destes antigos mateiros em seus abrigos.

 

 

 

 

 


Escrito por Alê às 19h24
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O Desengano:

Caminhos e

 

Roteiros

 

Descobrir novos caminhos, procurar o desconhecido, alcançar o topo das montanhas, se embrenhar na floresta a procura de novas paisagens, é fascinante. Os lugares ermos antigamente eram chamados de sertões, fascinavam os viajantes que o desbravavam a procura de riquezas econômicas. Os obstáculos naturais naquele momento se mostravam um grande empecilho para os colonizadores, mas o interesse por novas terras, o espírito de aventura e a busca por um desconhecido estimularam os desbravadores. A montanha com a sua imponência, sempre fascinaram e estimularam os aventureiros e viajantes naturalistas.

 

 

“Originalmente, toda essa região era coberta por uma grande floresta. A mata Atlântica se estendia por toda a Serra do Mar até o topo da Mantiqueira, do outro lado do Rio Paraíba do Sul”.

  

 

 

A construção da paisagem neste período se deu por meio da apropriação predatória de seus recursos naturais disponíveis, visando a sua exploração e comercialização. Com o objetivo de demarcar novas áreas para a defesa do território, foram sendo abertas e ampliadas novas áreas agrícolas e o conseqüente desenvolvimento do povoamento.

 

 

Hoje, são poucos os lugares a serem “descobertos”, porém os poucos que restaram ainda escondem fascinantes paisagens. Nos municípios que compreendem a região do Desengano, lá pelos “sertões” das montanhas, ainda é possível observar a natureza como nos primórdios. Local ideal para caminhadas educativas e contemplação da natureza, a região abriga paisagens fascinantes, com florestas primarias, cachoeiras e riachos, além de uma variada fauna e flora.

 


Escrito por Alê às 19h23
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O Abrigo Ecooka

 

      

 

A idéia de criar um abrigo já vem de longa data. Tive a oportunidade de conhecer a região do atual Parque Estadual do Desengano aos 11 anos de idade e com mais percepção e envolvimento a partir de 2000, aos 30 anos, onde pude “residir” e conhecer de fato a realidade local. Sempre me pergunto: Porque a população urbana dos municípios vizinhos não tem o interesse em conhecer essa rica região? Até hoje não tenho respostas concretas. Talvez pelo acesso precário? Por falta de infra-estrutura? Talvez por falta de divulgação? Talvez por falta de interesse?

 

 

  

  

Ecooka que hoje intitulo com uma paragem, pousada ou então abrigo, como prefiro chamar, surge a partir de um sítio, que já tenho desde 2001. Situado na localidade do Itacolomy, antiga zona cafeeira do município de São Fidelis/RJ. A área tem aproximadamente um alqueire e meio, estando a uma altitude aproximada de 950 m de altitude, num vale formado pelas serras de Santo Aleixo e a do Itacolomy, no entorno do Parque Estadual do Desengano/RJ. De lá é possível acessar regiões completamente conservadas, conhecida como Poço Parado e Morumbeca, zonas centrais do Parque, onde abrigam paisagens fascinantes, com florestas primárias, cachoeiras e riachos, além de uma variada fauna e flora.

 

 

    

 

A sua estrutura para hospedagem é formada por duas casas, construídas com técnica construtiva de pau-a-pique pelos moradores locais, através do sistema de mutirão. As instalações são simples e tem como concepção tipológica às antigas cabanas dos mateiros. A  Oka 01 com vista privilegiada é como um loft, composta por um banheiro, uma cozinha e uma sala/quarto, medindo aproximadamente 32 metros quadrados.  A  Oka 02 mais a baixo é composta por um banheiro, uma cozinha, um quarto e um sótão, além de uma pequena varanda onde são feitas as refeições.


Escrito por Alê às 19h22
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Apresentação

 

 

A última região considerável de Mata Atlântica ao norte do Estado do Rio de Janeiro é pouco conhecida e divulgada. São 60% de remanescentes florestais primários, resultando num total de aproximadamente 22. 400 hectares, incluindo a existência de diversas espécies da fauna consideradas em extinção. Esse refúgio situado na região anteriormente denominada de Serra do Rio Preto permaneceu conservado devido ao seu relevo acidentado, porém, sofreu ao longo dos anos diversas pressões introduzidas principalmente pela agricultura, através das monoculturas da cana-de-açúcar, do café e, atualmente pela pecuária extensiva.

 

As populações rurais residentes em seu entorno foram formadas através de uma cultura específica desenvolvendo-se a partir de influências dos grupos indígenas, das disponibilidades de uso dos recursos naturais e, principalmente, pelas condições de isolamento. Apesar do isolamento geográfico relativo, são vários os agentes externos que influenciam o comportamento desses grupos, gerando mudanças socioculturais ao seu modo de vida.

 

Além da criação do Parque Estadual do Desengano que forçou novas regras comportamentais exigindo limitações no uso dos recursos disponíveis e alterando a relação com o meio, outros fatores aceleram o êxodo rural. O solo infértil, a expansão da pecuária, a desorganização comunitária e a falta de uma política pública voltada ao desenvolvimento rural alimentam a ida de grupos familiares para as periferias dos centros urbanos mais próximos.

 

Dentro deste contexto, resolvemos desenvolver uma pagina na Internet que promovesse a divulgação do Parque Estadual do Desengano e chamasse a atenção para a situação socioeconômica de seus habitantes. Através de visitas guiadas ao Parque pretendemos, além de mostrar os encantos paisagísticos e biológicos da reserva, também estimular o resgate dos valores socioculturais das populações que vivem em seu entorno.

 

Acreditamos que o processo a ser desencadeado pelo ecoturismo possa contribuir para a melhoria do sentimento de auto-estima e proporcionar orgulho de sua cultura e meio em que vivem, além de, em conjunto com o fortalecimento comunitário despertar soluções próprias de complementação da renda.


Escrito por Alê às 19h21
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